segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Les étoiles filantes ...

Ouvi dizer por aí, que gente de bom recheio,
amigo do peito e tal,
quando embarcam pra nunca mais,
voam num só serpenteio,
e se encaixam brilhantes
lá no espaço, distantes...
Viram estrelas do céu .
E me peguei, de repente,
pensando nestas histórias que correm de gente em gente !
Se pessoas viram estrelas,
se existem estrelas cadentes, viajando de volta do céu,
preciso urgentemente achá-las,
onde quer que se encontrem,
segurar suas caudas, contê-las...
nem que seja no beleléu .

sábado, 30 de julho de 2011

Dúvida cruel ...


E destas extremas alturas,
Estrelas, pingentes do céu !
Poderiam me dizer, por ventura,
Onde fica o beleléu ?

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Trajetórias (uma reflexão)

Muitas vezes percebemos que, no limiar de uma idade avançada, entra-se num processo nostálgico de vida. Parece que a constatação, da partida de amigos ou pessoas afetivamente importantes para nossa existência, para a tal viagem sem retorno, nos fragiliza. Nosso “bando” diminuiu. Um sentimento nos assola como se estivéssemos nos transformando em “Ets” do irreal, em nosso mundo real. Nossa turma está sumindo ! E nós, o que ainda fazemos por aqui ? E, de repente, a idéia do partir, passa a fazer parte da rotina, como uma tarefa a mais a ser assimilada, cumprida. Observando a trajetória do tempo encontramos da mesma forma, jovens, muito jovens, em franco processo de auto-destruição, como se nada mais valesse a pena. Sem chão, feito plumas levadas ao vento, pelo sabor da degradação humana. E a viagem sem retorno transforma-se, prematuramente, na única saída. São duas situações de tempo, diversas. Na primeira, vidas construídas e estruturadas, cada uma dentro das suas possibilidades, porém longevas. Na segunda, um mundo de possibilidades para o conhecimento, o aprendizado de ser gente, porém desestruturadas, quase nati-mortas. Duas faces de uma mesma moeda : o humano. Talvez, uma questão comum às duas situações : o amigo, a importância da sua presença. Quando nossos amigos partem  fica a tristeza e ao mesmo tempo a certeza de que ao sairmos do individual, abdicamos do próprio umbigo, abraçamos o outro, nos encantamos e nos enredamos em laços vitais para nossa existência. Seguimos em frente . Quando não os temos, os amigos, a solidão dói feito faca amolada que corta todas as possibilidades, a própria vida. Talvez ainda tenhamos tempo de fazer a diferença. Pode existir alguém por perto, ou longe, esperando nosso entendimento e acolhida.

Ciclos...


A vida sempre será assim: um ciclo. Considero que as pequenas saídas, idas e vindas que todos damos, que nos atingem, são um exercício que temos que fazer porque sempre estaremos assim: indo e vindo, chegando e partindo, aumentando sempre mais os percursos e  descobertas. Precisamos crescer, conhecer e inventar novos ciclos.

...um bordado permanente !

Nos acostumamos a costurar
os bons retalhos da vida com longas linhas de saudade
e quando percebemos...puf !
A saudade virou um bordado permanente !

Eternidade...

Quem sabe eternidade seja o tempo todo, todo o tempo,
deste tempo que vivemos e desconhecemos, ao mesmo tempo ...

Medidas

Já passa o sol na medida da tarde,
e um  certo escuro adentra a curva da esquina. Quem me dera saber certa luz,nos olhos daquela menina ! Mas na quadra caminhada destes andares do mundo,não se acresce sequer um segundo,na história que vai escrita. Nem nos passos daquela menina,nem nos olhos da noite chegada. E quem me diz da medida da vida ? Do início, do meio e do fim? Ora, pergunte ao autor ! Ele inventou cada dia, desenhou menina e flor. Quem sabe a medida da vida, seja a medida do próprio amor.